Urandir é abduzido por uma nave

Mais, bem mais do que testemunha da ingente luta, Ernani Garcia de Lima partilhou a cruciante vida de Urandir Fernandes de Oliveira, sendo-lhe amigo fiel e escudeiro leal. Tudo tem feito (sem subserviência, porém), perfilando-se-lhe com grande fidelidade.Dois episódios apenas são suficientes para vê-lo consagrado como o primeiro dentre os maiores colaboradores na criação do Projeto Portal - primeira comunidade da colossal obra da missão.O duplo curioso episódioErnani já havia avistado sondas e caneplas. Ainda não tinha visto naves.Esta noite, às 02h45min, teremos contato com uma nave - falou-lhe o companheiro e amigo Urandir, que o acordou com a antecedência de quinze minutos.Era novembro do ano de 1994.Uma nave surgiu por detrás do morro Asthar Sheran (assim denominado no Projeto Portal), deixando-o totalmente iluminado. Ela estava com a aparência de um sol de grandes proporções, cuja luz foi tomando a forma de uma bola, movimentando-se para a direita e para a esquerda, subindo e descendo, até tomar dimensões menores.Estão passando alguma mensagem? - perguntou-lhe Ernani.Sim! - respondeu-lhe Urandir.Embora acelerado mentalmente e deslumbrado ante a grandiosidade do espetáculo, em dado momento, um sono repentino e profundo surpreendeu Ernani. Dormiu até ao clarear do dia, quando o vigilante parceiro o acordou. Então, entre curioso e humilhado, lhe perguntou:-Onde está a nave?-Se quiser vê-la, venha comigo - retrucou-lhe Urandir.
Eram seis horas da manhã quando Ernani viu a nave, que, num abrir e fechar de olhos, desapareceu no espaço.Urandir, que não é homem de ficar na trincheira, costumava subir ao morro do Projeto Portal à noite. Do Platô (nome de um local do morro), ele mantinha contatos frequentes com seres intraterrenos. Ernani via-o subir, nunca porém via-o retornar. Fatigado dos afazeres do dia, naturalmente, carecia dormir. Sempre que convidado para acompanhá-lo, dizia-se cansado.Decorrido algum tempo (ressentido ou não), questionou ao Urandir por que ele se omitiu em comunicar-lhe que tivera contatos com os seres. Seguro no que dizia, respondeu-lhe categoricamente:Porque você tinha que sentir o chamado no seu coração. Você estava sempre cansado...Avistando uma naveEm Presidente Venceslau, Urandir ao volante do carro, estaria vendo uma nave no céu. Parando o veículo imediatamente, falou para Ernani, a seu lado:- Olhe a nave!...-Não estou vendo nada - reclamou este.Quando apontou a direção dela, viu-a de imediato cortando o céu sobre a cidade iluminada. Suas luzes giravam velozmente. Urandir, conversando com natural espontaneidade, falou para o companheiro:Eu vou dar uma chegada até a nave. Não menos espontâneo e muito entusiasmado, este lhe disse:- Se você vai, eu também vou.-Então, vamos! - concordou prontamente Urandir.-Mas como fazer? - indagou Ernani.-Olhe no centro da nave e sinta-se projetado nela -devolveu-lhe.Sugado pela naveAí, com velocidade incrível, em meio a intensas luzes, num zás-trás, Ernani viu-se dentro da nave, sugado por ela.Seu interior se assemelhava a uma sala de medicina, sem forma definida, onde os alunos, num patamar mais alto, observavam procedimentos cirúrgicos - referindo-se à sala em que ele se encontrava.Nesta sala, Ernani via seres altos, magros e loiros movi-mentando-se com rapidez. Por estar posicionado num patamar mais elevado, não pôde precisar-lhes a altura. Via também cristais espalhados em vários pontos.
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