Urandir mostra detalhes de sua paranormalidade


Urandir já se fizera substituído na supervisão de sua firma de construção civil. Nessa quadra penosa de sua vida, embora açoitado pelo sofrimento, nunca perdera de vista a magnitude da missão, servindo-lhe de degrau os acontecimentos do dia-a-dia para chegar a ela. Fazia o caminho andando - priorizando, então e agora, o caminhar com as próprias pernas.Nesse ínterim, Urandir falou para seu amigo Ernani de um sonho que tivera sobre um local onde encontrariam diamantes.Foi aí que ambos saíram à procura do local sonhado, a começar pela região conhecida pelo nome de Cipolândia, no estado do Mato Grosso do Sul.
A localização do diamante
Há mais tempo, haviam-se instalado algumas companhias de extração de ouro brasileiras e da Itália em CipolândiaCerto dia, familiares de Ernani, conhecidos do gerente da firma italiana, imaginaram que devessem promover um encontro entre este e Urandir.Não tardou para acontecer o encontro.Os três saíram a inspecionar toda região, passando por catras (buracos abertos, sob medida, que possibilitam acesso às rochas). Nas proximidades de uma delas, chamou-lhes atenção um cupinzeiro.Urandir seguiu em diante, sozinho. Retornando sem grande demora, estava pasmo, irradiando satisfação. Sua rápida sondagem visava a saber se havia pedras preciosas na região.Curioso, Ernani (ao lado do gerente da firma italiana) o indagou, querendo conhecer a razão de seu contentamento. Com alegria aparecendo no rosto, Urandir respondeu com convicção, apontando para as proximidades:Aqui tem um diamante.Mal o gerente negara existir aí um diamante, Urandir insistiu enfaticamente:Aqui tem um diamante! Estou confirmando.Não menos enfático, desmentiu-o pela segunda vez o gerente:Aqui não tem diamante algum!E disse mais, explicando:Já reviramos tudo, lavamos o cascalho e o passamos na máquina. Não encontramos nada.E Urandir arrematou insistente:Aqui tem!... Se você quiser verificar, só tem a ganhar.Incrédulo, o gerente ordenou a um peão que providenciasse três latas com capacidade de vinte litros cada uma. Nelas mandou depositar o cascalho, e, altivo e desafiador, perguntou a Urandir:Em qual das latas está o diamante?Urandir apontou com o dedo diretamente para o recipiente que continha a pedra preciosa.Ainda rompante, o gerente mandou que deixassem por último a lata que, supostamente, conteria o diamante. Lavado o cascalho da primeira e da segunda lata, e... nada de encontrar o diamante. Por fim, mandou lavar e passar pelas primeiras peneiras o cascalho da última. Processado o conteúdo da terceira fase, o diamante luziu... Luziu muito. De rara beleza, não atingia o teor de um quilate.O gerente, enfim, rendeu-se ao poder paranormal de Urandir, sobrepondo-se o respeito e a dignidade deste à soberba e ao orgulho daquele. E convidou a ambos para integrarem o quadro de funcionários da firma italiana. Acederam ao convite.Na época, interessava à empresa de extração de metais tão-só diamante, que valia mais do que o ouro, abundante na região.Posteriormente, por divergirem dos interesses da Companhia Italiana, dela se retiraram.À medida que Urandir se tornava conhecido na região, sobretudo mercê de seu alto grau de paranormalidade, era solicitado para localizar e definir pontos, em determinadas áreas de terra, onde se presumia haver ouro e pedras preciosas. Houve casos em que sequer lhe foram remunerados serviços de testagem, realizados em favor de pessoas inescrupulosas e interesseiras.Boa parte dos fatos parece não fazer sentido algum. Somos coagidos a ajustar expectativas e realidade em quase tudo, o tempo todo praticamente.Acontecimentos, sutilmente provocados pelos seres extraterrestres, foram indicando a Urandir o verdadeiro caminho que o levaria a conhecer a Terra Prometida.Esperar, esperar longamente...: era mais um teste que permearia o tempo do anúncio da promessa e o seu cumprimento.
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